Por que repetimos padrões nas relações?
- Adriana Costa
- 10 de set. de 2025
- 1 min de leitura

Muitas pessoas chegam ao consultório com a mesma pergunta: "Por que eu sempre me envolvo com pessoas que me fazem mal?" ou "Por que minhas relações acabam sempre do mesmo jeito?".
À primeira vista, parece azar ou coincidência. Mas na psicanálise, entendemos que nada é tão aleatório assim quando se trata do inconsciente.
O inconsciente como roteiro silencioso
Desde cedo, somos marcados pelas primeiras experiências afetivas: com a família, cuidadores, pessoas significativas. Elas nos ensinam – de forma explícita ou velada – o que é amor, o que é cuidado, o que é abandono. Essas experiências ficam registradas não como lembranças conscientes, mas como roteiros emocionais que tendemos a repetir.
É como se, mesmo sem perceber, buscássemos no outro aquilo que já conhecemos. Ainda que seja doloroso.
O desejo de “reparar” o passado
Freud já dizia: “o inconsciente não conhece o tempo”. Isso significa que, dentro de nós, antigas feridas continuam pedindo atenção. Ao nos envolvermos em relações semelhantes, muitas vezes estamos tentando, inconscientemente, resolver uma dor antiga através de uma nova história. O problema é que, ao repetir o padrão, a ferida só se aprofunda.
O papel da psicanálise
Na análise, criamos um espaço seguro para:
Reconhecer esses padrões ocultos.
Dar nome às feridas que nos guiam em silêncio.
Construir novas formas de se relacionar, menos determinadas pelo passado e mais abertas ao presente.
Romper com um padrão não é simples – mas é possível. O primeiro passo é olhar para dentro, com coragem e acolhimento.
Se você se identificou com esse tema, saiba que não está sozinho(a). Repetir padrões é humano. Mas também é humano aprender a transformá-los.





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